Publicado por: João Leitão | Junho 25, 2009

Parlamento ucraniano marca eleições presidenciais para Janeiro de 2010

Mais uma notícia que vem a confirmar o que já tinha relatado pelos meus amigos e pessoas que vou conhecendo aqui na Ucrânia. Uma estatística de uma notícia do Público diz que há só 3% de probablidades de voto para Viktor Yushchenko, o Presidente actual,  mostrando a vaga de descontentamento global presente na população, desde os mais jovens na casa dos 20 até 50.

Yushchenko é o actual presidente da Ucrânia e ex-primeiro-ministro (de 1999 a 2001), e, é o tal presidente que foi envenenado com dioxina lembra-se? Que lhe inchou a cara toda e esteve no hospital, sendo visto como que um mártir da liberdade ucraniana, resistido o controlo russo (já que dizem que o envenamento foi do seu maior opositor que é pró-Rússia).

Yushchenko era visto aqui como a salvação para o país, e, os ucranianos estavam muito confiantes numa mudança, mas, Iuchenko passados alguns meses de estar no poder, desvaneceu a sua presença política, deixando um pouco as coisas como estavam antes.

Vamos ver o que vai acontecer nas próximas eleições na Ucrânia em Janeiro 2001.

2 sinais positivos para este país num futuro próximo que pude já observar são:

  1. abertura de fronteiras com o acabar de visto obrigatório para turistas desde Setembro 2005 para membros da União Europeia e Suiça;
  2. o Euro de futebol 2012 juntamente com a Polónia, que vai dar ao país uma visão mais ocidental de si, desligando-se então já um pouco da sua imagem ex-russa ou ex-soviética.

Aqui vai a notícia na integral. Comentarios são bem-vindos.

23.06.2009 – 12h29 | in PUBLICO

O Parlamento ucraniano aprovou hoje a fixação das eleições presidenciais no país para 17 de Janeiro do próximo ano, um escrutínio que deverá contar como candidatos tanto o chefe de Estado, Victor Iuschenko, como a chefe de Governo, Iulia Timochenko – em tempos aliados políticos que se tornaram ácidos rivais num panorama político tumultuoso.

Esta é já a segunda data fixada pelos deputados – desta feita aprovada por 399 dos 450 membros do Parlamento – depois de Iuschenko ter decretado há dois meses como “ilegal” a data de 25 de Outubro deste ano, o que acabou confirmado em meados de Maio pelo Tribunal Constitucional.

Depois de eleito com uma muito expressiva maioria, na sequência da Revolução Laranja de 2004 que virou a Ucrânia a Ocidente, Iuschenko tem tido tudo menos um mandato tranquilo, face às permanentes crises com o Governo, o não avanço de reformas, e uma muito tensa relação com a Rússia.

O sentimento imenso de desilusão entre a população é expressado na escassa intenção de voto de que Iuschenko goza hoje em dia nas sondagens: não mais do que três por cento. É o sexto numa lista de preferências de candidatos presidenciais num estudo recente feito pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev. Timochenko, que foi a “musa” da Revolução Laranja mas que tem travado inúmeras querelas políticas com o Presidente, regista 22 por cento das intenções de voto.

À frente nas sondagens segue o antigo primeiro-ministro Victor Ianukovitch, do pró-russo Partido das regiões, que saíra à frente de Iuschenko nas eleições presidenciais de 2004 mas num escrutínio contestado como fraudulento – que conduziu às manifestações maciças da Revolução Laranja e à anulação daqueles mesmo resultados.

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